Mais do mesmo.

Mudei de endereço por falta de espaço.

Jineteros

 

Quando visitamos o teatro, uma senhora disse que era pra ter cuidado com os jineteros. Disse que era fácil reconhecê-los - usam dentes de ouro e são negros – disse com a voz carregada de preconceito. Pois bem. Os jineteros são insuportáveis. Eles grudam. Eu ensaiei durante vários dias qual seria minha resposta pra eles:

 

NO TE PREOCUPES COM MI BEM ESTAR!!!!!!

 

O Luli com toda sua gentileza, era incapaz de ignorá-los. Então ele dava bastante atenção. Eu ficava sem graça porque nem todos que abordam os turistas são jineteros. É tão gostoso conversar com os cubanos! Eu acabava dando atenção também. Começamos a perceber que estávamos “perdendo” muito tempo conversando. E não dá pra bater papo em CUC. Comecei a fingir que não entendia o que eles falavam.

 

NO COMPREENDO!!!!!

 

E daí começava uma inquisição! ITALIANA? ESPANHOLA? PORTUGUESA? FRANCESA? AMERICANA?

 

Quando eu dizia “NO COMPREENDO”, eles retrucavam em italiano, inglês, francês, caralhês. Não dava pra fugir!

Embaixada do Brasil

 

 

 

A Embaixada do Brasil fica quase no meio da Habana Vieja. Diz a lenda, que Niemeyer será o responsável pela criação do prédio onde será instalada a embaixada tupiniquim. Acho tão lindo o cara ter 100 anos e não ser um velho gagá. Deuses, quantos anos este senhor tão especial viverá? 

 

Não lembro mais qual a razão da gente ter entrado na embaixada. Acho que é porque estava no guia e eu… não lembro! Não era falta do que fazer. Juro. Caramba... por que eu queria conhecer aquele prédio? Putz... ajude-me a lembrar. Deve existir alguma razão...

 

A moça da recepção pensou que fôssemos ET´s. Ligou pro embaixada e disse “não sei, acho que eles vieram fazer turismo” e deu uma risadinha debochada. Devo salientar que aquilo me irritou. Eu podia muito bem ser uma brasileira que perdeu o passaporte! A Chata também não permitiu que eu tirasse fotos dentro do prédio. A embaixada ficava no 3º andar. O resto do prédio era composto de oficinas do governo. Enfiei a “violinha” no saco e subimos de elevador panorâmico. Cara, que prédio bonito! Acho que foi por isso que eu quis conhecê-lo! Quando chegamos no pedacinho brasileiro, nossa. Eu tirei a violinha do saco. O policial veio cheio de sangue no zóio. Alertou que eu não poderia tirar fotos. Porra... é d’ouro?

 

Demorou um pouco até aparecer um senhor moreno, baixinho, sotaque lá de cima – “pois não!” Sorriso amarelo dele... sorriso amarelo nosso.

 

- Ah... nada não. Viemos conhecer a embaixada!

 

O cara foi tão gentil, mas tão gentil, que engatamos um papo-furado de uns 30 minutos. Descobrimos que:

 

. existem prédios “especiais” para funcionários públicos de outros países.

. toda terça-feira o consulado fica lotado de cubanos que foram convidados pra conhecer o Brasil.

. um cubano pode sair do país, desde que seja convidado por alguém. Quem convidou tem que comprovar que tem condições de arcar com as despesas do cubano (passagem aérea, estadia e etc). O convite é feito através de uma carta que deve ser levada à embaixada. O processo todo demora em torno de seis meses.

. muitos cubanos forjam esta carta.

Os túmulos dos cães que ele teve:

 

Black, Negrita, Linda e Neron

Onde ele escrevia...

 

Deste lugar é possível ver toda Havana...

Um pouco contraditório

 

 

Ele amava tanto gatos e cães, mas gostava de caçar...

Ele tinha mais de 8.000 livros...

 

Museu Hemingway

 

 

Atualmente não pode entrar na casa. Então tirei as fotos da janela. O que já considero satisfatório. Seria demais deitar na cama do Hemigway? Uma das funcionárias do museu (com livre acesso a casa), num ato altruísta*, pediu a máquina pra tirar fotos dos vários sapatos do Ernest**. Oh, yeah. Turista tem cada bobeira.

 

*por 1 CUC, neam.

**a foto foi deletada num acidente. haha

Parque Lenin

 

Oscar Niemeyer

 

A luta do povo cubano contra o monstro imperialista.

 

A idéia era passar um dia todo em Varadero. Deveria ter comprado o passeio no domingo pra ir segunda-feira, mas perdi a hora e a agência fechou (tudo fecha muito cedo e que se dane o turista). Às segundas-feiras os museus fecham. Eu tinha lido duas semanas antes, na Folha de São Paulo, que uma obra do Oscar Niemeyer havia sido inaugurada na “Faculdade de Ciências e Computação”. Anotei o nome da “faculdade” num papelzinho e levei comigo. Achei que seria fácil encontrar a obra. Máquê!!!! Eu falava o nome do lugar, o nome do arquiteto, falava, falava e ninguém entendia!!!! Eles diziam que era na UCI. E eu...  mas que diabos é “uci”? Disseram que era longe, fora de Havana. Perguntei para outro taxista que não sabia nem o que estava fazendo no planeta Terra. ALOU. A recepcionista do hotel havia falado que a casa do Ernest Hemingway abria às segundas. Quando já estava desistindo e querendo seguir rumo à casa do escritor, um cara ouviu a pergunta que eu fiz para o taxista, falou alguma coisa que não entendi e gesticulou. Aqui no Brasil o gesto diria que o desejo dele era me mandar pra puta que pariu, mas ele estava pedindo para que eu o seguisse. Acabei na Embaixada do Iêmen. O cara falava um espanhol difícil, mas deu pra entender. Descobri que UCI significa Universidade de Ciências e Informática. Amaldiçoei a Folha de São Paulo e a burrice.

 

O taxista enfiou a faca, mas eu já tinha feito uma pesquisa de preços sobre os passeios nas agências. Pra fazer apenas a “Rota Hemingway” cada um gastaria 35 CUC´s. Acertamos pagar 45 para o taxista charmoso – que só não deu pulinhos de alegria pra não ficar chato - para conhecer a UCI, o Parque Lenin e a casa do escritor.  Era longe mesmo.

 

A recepção na Universidade não poderia ser mais estranha. Eles olhavam pra nós como se fôssemos extraterrestres. Não entendiam o que a gente estava fazendo ali. Ver a obra de quem? Pra quê? Demorou uns 10 minutos até chegar uma professora universitária que seria nossa “guia”. Ela olhou pra gente do mesmo jeito. Do tipo “hã?” E lá fomos nós explicar o que cada um fazia, onde tinha lido a notícia e etc. A professora disse que até aquele dia ninguém tinha ido até lá pra ver a obra. Fomos os primeiros! ;)

Havana Club

 

 

Fiquei pilhada pra comprar um balde de gelo do Havana Club. Imagine um país de funcionários públicos. Imaginou? Não posso generalizar, não farei isso, mas eu tenho que reclamar um pouco. Entrei na loja na melhor das intenções: comprar um balde e degustar o rum 3 anos, 5 anos, 15 anos. Enfim... eu queria beber, digo, experimentar. O cara da degustação disse “ESTÁ FECHADO”. Pensei que fosse apanhar. Na lojinha, ninguém queria me atender. Eu perguntava o preço das coisas* pra um que me mandava falar com outro que apontava pra outra. Meu sangue subiu e deu um “tuimmm” no meu cérebro. A luz vermelha piscou. Fui embora. O balde não saiu do meu pensamento durante o resto da viagem. Um tormento.

 

*se tem “dificuldade” pra falar o preço e não vai ganhar nada se vender ou não, tudo bem! Eu entendo! Mas coloca a  porra do preço nas coisas pra evitar ser incomodado enquanto lê, fuma charuto, bebe rum ou coça a virilha, né!

Trem

 

 

Quando inventamos de viajar até Santiago de Cuba, pensamos em dois meios de transporte: trem ou ônibus. Uma coisa é certa: ainda bem que não escolhemos o trem. hahaha

Callejón de Hammel

 

Santuário afro-cubano. Local de cubanos muy hermosos.

Não faça essa carinha de nojo! É só assim que eu sei te amar!

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